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LAÇOS ENTRE OS VERSOS E A JUVENTUDE POTIGUAR

     Não é somente Antônio Francisco que afirma que a sua poesia não envelhece. As palavras do poeta ainda têm o poder de transpassar as barreiras geracionais e plantar reflexões na mente de jovens da atualidade. A sinceridade contida nos versos, a presença da identidade nordestina e a admiração pelo autor são alguns dos motivos citados pelos entrevistados, ao tentar explicar o seu carinho por ele.

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     Joyce Daiany, 26 anos; Maria de Fátima, 21; e Aluízio Alves, de 18. O interesse pela poesia de Antônio Francisco foi o único fator delimitante para selecionar os jovens para serem entrevistados. Os três conheceram as obras do cordelista em situações diferentes, porém todas ocorreram em sua juventude, mostrando que a literatura de cordel não se mantém presa a uma faixa etária.

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Joyce Dayane

Estudante

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Maria de Fátima

Estudante

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Aluízio Alves

Estudante

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Conte-nos como você conheceu o trabalho de

Antônio Francisco.

MARIA:  Conheci seu Antônio Francisco a muito tempo, lá pela minha adolescência com aquele cordel: os animais tem razão . Na época eu narrava os versos para os mais velhos que gostavam de ouvir . Daí pra frente seu Antônio marcou de forma positiva o cordel.

 

JOYCE: O poeta cordelista. Conheci ele em 2010. Na feira do livro, aconteceu na estação das artes e ele recitou Os Animais Tem Razão no estande em que estava Ariano Suassuna. Na época, eu era nova demais pra aprender o nome dele, mas eu nunca esqueci trechos do cordel. Uns anos depois, eu escrevi o meu livro e, por uma iniciativa da escola que estudava na época, acabei conseguindo fazer o lançamento dele através do Acervo Vinght Rosado. Fui chamada até a TCM pra uma entrevista e a coordenadora do meu lançamento, a bibliotecária da escola, conhecia o Antônio Francisco e o chamou também. Pedagogia em Gestão, o programa. Ele recitou um cordel autoral lá, e nos conhecemos pessoalmente.  Lembro que ele me aplaudiu quando viu meu trabalho e alguns minutos de conversa que tivemos. Ele é inspiração sobre tudo que representa pro Nordeste, me orgulho de ter tido a oportunidade de conhecê-lo e de ter um livro autografado. 

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ALUÍZIO: Eu conheci os trabalhos de Antônio Francisco no ano de 2016, através de uma roda de leitura na minha escola. Dentro disso, eu comecei a tentar ler mais livros de cordéis e vi um perfil muito interessante nas poesias de Antônio Francisco. Assim eu aprendi a dar valor a esse estilo de literatura e a ele, porque eu consegui enxergar neles coisas que eu não conseguia ver em outros livros, e a tentar ver quais rumos ele dava em seus cordéis e como ele queria chegar ao leitor.

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